{"title":"Relógio D'Água","description":null,"products":[{"product_id":"maniac","title":"Maniac","description":"\u003cp\u003e\u003ci\u003eManiac\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e é uma obra de ficção baseada em factos reais que tem como protagonista John von Neumann, matemático húngaro nacionalizado norte-americano que lançou as bases da computação.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eTermina com um relato delicioso sobre o duelo histórico entre o AlphaGo e o, à época, campeão indiscutível, Lee Sedol.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eVon Neumann esteve ligado ao Projeto Manhattan e foi considerado um dos investigadores mais brilhantes do século XX, capaz de antecipar muitas das perguntas fundamentais do século XXI.\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003ci\u003eManiac\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e pode ser lido como um relato dos mitos fundadores da tecnologia moderna, mas escrito com o ritmo de um thriller. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eLabatut é um escritor para quem \"a literatura é um trabalho do espírito e não do cérebro\". Por isso, em \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eManiac\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e convergem a irracionalidade do misticismo e a racionalidade própria da ciência.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003ci\u003e«Todos os processos estáveis conseguiremos prever. Todos os processos instáveis conseguiremos controlar!» \u003cbr\u003eJon Von Neuman\u003c\/i\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50791933247754,"sku":"","price":22.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/500x.jpg?v=1740221025"},{"product_id":"a-ideia-de-europa","title":"A ideia de Europa","description":"","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010905932042,"sku":"","price":25.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Screen-Shot-2017-02-02-at-16.11.48.webp?v=1757344342"},{"product_id":"o-castelo","title":"O Castelo","description":"\u003cp\u003ePodemos ler “O Castelo” (e \"O Processo\", e \"América\"), por um ato ignóbil de desrespeito à sua vontade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA história é simples: \u003cspan\u003eMax Brod, seu melhor amigo, confidente, e editor, recusou-se a seguir instruções expressas para queimar, após a sua morte, toda a obra não publicada. Em vez disso, decidiu publicá-la.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\"É a ele que devemos a salvação e divulgação da obra de Kafka\", diz-se.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003ePara mim, é mais simples. Traiu a vontade do seu melhor amigo. \u003cbr\u003eE nós somos os que espreitam pelo buraco da fechadura.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\"O Castelo\" - \u003cem\u003ea hospitalidade não é um costume aqui, e não precisamos de visitantes\u003c\/em\u003e - foi publicado postumamente (1926), inacabado: o indivíduo, esmagado por uma autoridade intransponível. Absurda.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eHá realidades que permanecem inevitavelmente incompletas. \u003cbr\u003eE temos que viver com isso. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eFranz Kafka\u003c\/strong\u003e nasceu em 1883, em Praga, numa família judaica de expressão alemã. Formou-se em Direito e trabalhou numa companhia de Seguros toda a sua vida. Escreveu em tempo parcial e só publicou textos curtos em vida. Morreu em 1924 de tuberculose, deixando três \"quase\" romances: O Processo, O Castelo e América. \u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51597907624202,"sku":null,"price":19.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897831027.webp?v=1754311921"},{"product_id":"carta-ao-pai","title":"Carta ao Pai","description":"\u003cp\u003eUm texto íntimo. Uma longa carta dirigida ao seu Pai, Hermann Kafka. Quando a autoridade se confunde com tirania: acusações, confissões, culpa, medo, submissão, revolta.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA escrita é direta e emocional como só uma carta pessoal consegue ser, protegida pela certeza da privacidade. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Querido Max, o meu último pedido: Tudo que eu deixo para trás ... na forma de diários, manuscritos, cartas, esboços, e assim por diante, deve ser queimado sem ser lido.»\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eNão foi assim. \u003cbr\u003eEm vez disso, diz-se que \"é\u003c\/span\u003e\u003cem\u003e a Max Brod que devemos a salvação e divulgação da obra de Kafka\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e\".\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePara mim é mais simples. Max Brod traiu a última vontade do seu melhor amigo. E nós somos os que espreitam pelo buraco da fechadura. Contra a sua vontade.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFranz Kafka (1883–1924), nascido em Praga, é um dos escritores mais influentes do século XX. Autor de obras como O Processo e A Metamorfose, explorou a alienação, a burocracia e a fragilidade do ser humano diante do poder e da culpa.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51602542264586,"sku":null,"price":10.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/OIP.webp?v=1754471848"},{"product_id":"o-idiota","title":"O idiota","description":"\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"970\"\u003e\u003cstrong data-start=\"0\" data-end=\"12\"\u003eO Idiota\u003c\/strong\u003e, alguém de índole “inteiramente boa” num mundo moralmente corrompido. O resultado é o príncipe Míchkin: ingénuo, sensível, transparente - lançado num ambiente dominado pela ambição, pelo egoísmo e pela hipocrisia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"970\"\u003eA sua bondade, em vez de redimir, perturba; em vez de iluminar, ensombra. A pureza transforma-se em escândalo: uma sociedade movida pelo cálculo e pelo cinismo não sabe lidar com a inocência. Que será das nossas crianças?\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"970\"\u003eAquilo a que chamamos “idiotice” pode ser afinal uma forma de integridade que o mundo já não reconhece.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"972\" data-end=\"1580\"\u003e\u003cstrong\u003eFiódor Dostoiévski (1821–1881) \u003c\/strong\u003eé um dos grandes mestres da literatura russa e universal. A sua obra mergulha nas zonas mais obscuras da alma humana: culpa, fé, violência, compaixão - e antecipa questões que ainda hoje inquietam a modernidade. Preso e condenado à morte por motivos políticos, foi salvo por um Idiota. Um Michkin do mundo real, e sobreviveu ao fuzilamento e ao exílio na Sibéria. Devemos-çlhe, ao idiota, toda a obra de Dostoievski.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51907495985418,"sku":null,"price":24.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896414016.webp?v=1759871808"},{"product_id":"as-flores-do-mal","title":"As flores do mal","description":"\u003cp data-end=\"1014\" data-start=\"0\"\u003ePublicado em 1857, é um dos livros mais decisivos e perturbadores da modernidade literária. Uma viagem ao coração da experiência humana, conduz a poesia sobre a linha que divide o sublime e o abjeto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1014\" data-start=\"0\"\u003eO desejo, o tédio, a culpa, a beleza e a decadência, com uma lucidez que escandalizou o seu tempo. Condenado por “ofensa à moral pública”, o poeta foi julgado e obrigado a suprimir poemas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1014\" data-start=\"0\"\u003eRompe com a visão romântica e inaugura o olhar moderno, fragmentado, urbano, consciente da decadência. Em vez de fugir ao mal, Baudelaire confronta-o e mostra que a beleza também nasce da fealdade. Cada poema é uma provocação à moral burguesa e à ideia de pureza estética. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1556\" data-start=\"1016\"\u003e\u003cstrong\u003eCharles Baudelaire (1821–1867)\u003c\/strong\u003e foi poeta, ensaísta e crítico, considerado o precursor da modernidade poética. A sua obra, marcada pela ambiguidade entre o espiritual e o profano, influenciou profundamente simbolistas, decadentistas e toda a literatura do século XX. Figura marginal, sempre em conflito com a moral e com o seu tempo, viveu entre a miséria, a doença e a busca obsessiva pela beleza. \u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51914911285514,"sku":null,"price":19.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Screen-Shot-2020-05-29-at-17.23.37.webp?v=1760003980"},{"product_id":"o-ajo-do-desespero","title":"O anjo do desespero","description":"\u003cp\u003eUma obra que confronta o leitor com a brutalidade da história e a fragilidade da condição humana. Longe de qualquer narrativa linear ou reconfortante, Müller constrói um texto fragmentado, onde cada palavra é política.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA peça mergulha nos escombros do século XX, expondo as feridas abertas pelo totalitarismo, pela guerra e pela utopia falhada. O que encontramos é um discurso que desmonta os mitos e revela a violência oculta nas estruturas sociais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm espelho onde a esperança surge apenas como sombra e o futuro como ameaça. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHeiner Müller \u003c\/strong\u003enasceu a 9 de janeiro de 1929, em Eppendorf, Alemanha, e morreu a 30 de dezembro de 1995, em Berlim. Considerado um dos dramaturgos mais importantes do pós-guerra, Müller foi um crítico feroz das ideologias que marcaram o século XX. A sua escrita, influenciada por Brecht, combina rigor (intelectual) e violência (poética), explorando temas como poder, opressão e memória histórica. Viveu e trabalhou na antiga Alemanha Oriental, onde enfrentou censura e perseguição, mas nunca abdicou da crítica. A sua obra continua a ser estudada e encenada em todo o mundo. Sobreviveu.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52037922849034,"sku":null,"price":18.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727083374.png?v=1761673152"},{"product_id":"almas-mortas","title":"Almas Mortas","description":"\u003cp\u003eObra fundamental e um retrato mordaz da sociedade Russa do século XIX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicado em 1842, o livro acompanha a jornada de Tchítchikov, um homem astuto que percorre a Rússia comprando “almas mortas” - servos falecidos que ainda constam nos registos fiscais - para lucrar com um esquema burocrático.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA narrativa, ao mesmo tempo cómica e sombria, expõe a corrupção, a mediocridade e a ganância que permeiam as estruturas sociais. Gogol constrói personagens grotescas, mas profundamente humanas, revelando um país onde a moralidade é negociável e a dignidade, uma moeda barata.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma reflexão sobre a identidade russa, a decadência moral e a ilusão de progresso. Para perceber a Russia não basta conhecer a história, é preciso ler a Literatura.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eNikolai Vassílievitch Gogol \u003c\/strong\u003enasceu a 1 de abril de 1809, em Soróchintsy, na Ucrânia, e morreu a 4 de março de 1852, em Moscovo. A causa da morte foi atribuída a complicações de saúde agravadas por um período de jejum extremo, autoinfligido numa crise espiritual. Um dos grandes mestres da prosa russa, precursor do realismo e da sátira moderna. A sua obra influenciou escritores como Dostoiévski e Tchekhov. \u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52041355624714,"sku":null,"price":18.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897832574.webp?v=1761732341"},{"product_id":"o-primeiro-amor-1","title":"O primeiro amor","description":"\u003cp\u003eUma das obras mais delicadas e introspectivas da literatura russa do século XIX.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePublicada em 1860, a narrativa acompanha Vladímir Petróvitch, um jovem de dezasseis anos que vive a experiência arrebatadora e dolorosa do primeiro amor. A trama é marcada pela ambiguidade dos sentimentos, pela descoberta da paixão e pela inevitabilidade da desilusão.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA figura de Zinaída, objeto de amor, surge como um enigma sedutor, capaz de despertar ternura e crueldade. Sentimental, é uma reflexão sobre a fragilidade das ilusões e a passagem da inocência à maturidade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA escrita elegante e sensível de Turguéniev transforma esta obra num retrato universal da juventude e das suas vulnerabilidades.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eIvan Serguéievitch Turguéniev \u003c\/strong\u003enasceu a 9 de novembro de 1818, em Oriol, Rússia, e morreu a 3 de setembro de 1883, em Bougival, França, vítima de cancro da espinha dorsal. Foi um dos grandes nomes do realismo russo, conhecido pela sua prosa refinada e pelo olhar crítico sobre a sociedade da sua época. Viveu longos períodos na Europa, mantendo relações próximas com escritores como Flaubert e Zola. Entre as suas obras mais célebres destacam-se \u003cem\u003ePais e Filhos\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eDiário de um Homem Supérfluo\u003c\/em\u003e e \u003cem\u003eO Primeiro Amor\u003c\/em\u003e. A sua escrita, marcada por sensibilidade psicológica e elegância formal, continua a ser referência incontornável na literatura mundial.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52041402286346,"sku":null,"price":15.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/OIP_750b68dd-b270-4484-bd62-9e5c1a219419.webp?v=1761765699"},{"product_id":"lexico-familiar","title":"Léxico familiar","description":"\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1111\"\u003ePublicado em 1963, é um dos grandes clássicos da literatura italiana do século XX e uma das obras mais singulares da autora. Através da memória pessoal, Ginzburg constrói um retrato íntimo e coletivo da sua família e, por extensão, de uma geração que viveu entre o fascismo, a guerra e a reconstrução moral da Europa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1111\"\u003eO livro é composto por frases, ditos e expressões que circulavam entre os Ginzburg, e que, repetidos ao longo dos anos, formam uma espécie de língua secreta: o “léxico” que define a identidade do grupo. O texto revela o peso da História e da perda: a prisão e morte do marido, a perseguição política, o exílio, a resistência.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1111\"\u003eA força de \u003cem data-start=\"739\" data-end=\"756\" data-is-only-node=\"\"\u003eLéxico Familiar\u003c\/em\u003e está precisamente nessa tensão entre o quotidiano e o trágico, entre o riso e a memória. É um livro sobre o poder da linguagem: sobre como as palavras que herdamos moldam quem somos e o guardam, discretamente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1113\" data-end=\"1674\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\"\u003e\u003cstrong\u003eNatalia Ginzburg (1916–1991)\u003c\/strong\u003e, nascida em Palermo e criada em Turim, foi romancista, ensaísta e uma das vozes morais mais respeitadas da literatura italiana do pós-guerra. Ligada ao círculo intelectual antifascista de \u003cem data-start=\"1330\" data-end=\"1351\"\u003eGiustizia e Libertà\u003c\/em\u003e, viveu de perto as perseguições políticas e a resistência. A sua obra, que inclui títulos como \u003cem data-start=\"1447\" data-end=\"1469\"\u003eAs Pequenas Virtudes\u003c\/em\u003e e \u003cem data-start=\"1472\" data-end=\"1486\"\u003eCaro Michele\u003c\/em\u003e, combina uma escrita depurada e ética, onde o íntimo e o histórico se entrelaçam.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52089123701002,"sku":null,"price":19.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Screen-Shot-2019-01-18-at-3.24.25-PM.webp?v=1762618554"},{"product_id":"o-cozinheiro-alemao","title":"O cozinheiro alemão","description":"\u003cp\u003e«Contei-lhe, sim, ao José. Contei-lhe que o tinha visto, que ele tinha vindo atrás de mim e o José não ligou importância. Nem talvez eu tenha querido que ele entendesse o que lhe dizia com tanta calma, num tom neutro. Sabia bem que ele estava a ouvir distraído a pensar noutras coisas. Não sei em que é que ele pensava. Nem sei em que é que pensou a vida inteira porque acho que debaixo da ironia devia haver outra coisa. Alguma coisa. Aquela terra ainda deita calor. Mas ele não dava por nada, ou não queria saber.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNão consigo evitar ouvir, ao longe, Gertrude Stein.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNuma casa rural, numa quinta de uma Beira reinventada, com um fundo da guerra distante, enfrentam-se personagens marcadas pela dureza e o desamparo. Como temas musicais que surgem, desaparecem e são retomados, os seus destinos influenciam-se de um modo obsessivo, guiados pelo desejo e a ambição.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong data-start=\"1063\" data-end=\"1083\"\u003eMafalda Ivo Cruz\u003c\/strong\u003e é escritora, tradutora e ensaísta portuguesa. A sua obra distingue-se pela busca de uma verdade emocional. Em \u003cem data-start=\"1305\" data-end=\"1321\"\u003ePequena Europa\u003c\/em\u003e, confirma-se como uma das vozes mais elegantes e intensas da literatura portuguesa contemporânea. É autora de Um Requiem Português (1995), A Casa do Diabo (2000), O Rapaz de Botticelli (2002, Prémio de Ficção do Pen Clube), Vermelho (2003, Grande Prémio de Romance e Novela da APE de 2004), Emma (2004) e Oz (2006).\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52096415400202,"sku":null,"price":20.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896410575.webp?v=1762778152"},{"product_id":"homens-aranhas","title":"Homens Aranhas","description":"\u003cp data-end=\"631\" data-start=\"72\"\u003eFábula urbana que expõe, com ironia sombria e precisão, a fragilidade humana num mundo onde o medo se tornou rotina. A história acompanha um grupo de homens ameaçados pelo quotidiano, pela cidade e por si próprios. O absurdo instala-se devagar, como numa notícia demasiado verosímil.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1242\" data-start=\"633\"\u003eO romance funciona como um espelho para uma sociedade que vive entre o pânico e a indiferença, entre a vontade de desaparecer e o desejo de ser vista.\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"text-align: right;\" data-end=\"1242\" data-start=\"633\"\u003e\u003cem\u003e“Quando a realidade começa a parecer um desenho animado, o mais sensato é aprender a andar pelas paredes”, \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1242\" data-start=\"633\"\u003eUma sátira séria, sobre a precariedade emocional, política e social.\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"text-align: right;\"\u003e\u003cem\u003e\"Hoje acordei bem disposto. Levei apenas meia-hora a levantar-me. Tomei o pequeno almoço na rua e dirigi-me ao local de trabalho. Enfrentei provas bastante difíceis. Rebentar balões. Um número interminável de balões. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"text-align: right;\"\u003e\u003cem\u003eViajei bastante, um pouco por todos os continentes, tendo por arma apenas uma lança, ou, em caso alternativo, uma pistola de dardos com a qual eliminava, um a um, os balões. Poc! Não podia deixar que me tocassem – eram balões tóxicos, ou venenosos, ou coisa do género. Cada vez que me tocavam, eu morria, e só tinha três vidas, por isso não podia deixar que me tocassem. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"text-align: right;\"\u003e\u003cem\u003eO país mais difícil foi talvez a Dinamarca, por causa da neve que caía ao mesmo tempo que os balões, confundindo-se com eles. Era uma excitação de gelar o sangue: nunca sabia se o que estava a tocar-me era um balão letal ou apenas um inofensivo floco de neve.\"\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong data-end=\"1256\" data-start=\"1244\"\u003eRui Zink\u003c\/strong\u003e, nascido em Lisboa em 1961, é uma das vozes mais singulares da literatura portuguesa contemporânea. Escritor, professor e provocador intelectual, construiu uma obra marcada pela ironia, pela crítica social e pela capacidade rara de transformar o quotidiano em absurdo revelador.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm livros como O Destino Turístico, A Instalação do medo ou Hotel Lusitano, explora a tensão entre fantasia e realidade: o humor como uma forma aguda de pensamento. Em Homens-Aranhas, essa tensão atinge um dos seus pontos mais luminosos: um romance que diverte para poder magoar.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52131388719370,"sku":null,"price":15.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/homens-aranhas.jpg?v=1763375747"},{"product_id":"ternos-guerreiros","title":"Ternos guerreiros","description":"\u003cp\u003e\u003cem\u003e «Não é a primeira vez que alguém pega numa pena para escrever estas palavras: os tempos mudaram.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eEsta obra fala da percepção da mudança dos tempos. Pastores, homens de letras, poetas, entre outros são os verdadeiros ternos guerreiros entre todos os seres.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cem\u003eHomens que eram actuais, modernos, que viviam na sua época e não apenas tinham nascido nela. Homens que conheciam a actualidade e não obedeciam a hábitos, razões e palavras obsoletas. O papel do artista é o de reformar o mito do impossível e o de criar a tragédia».\u003c\/em\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cem\u003ein\u003c\/em\u003e o prefácio da autora.\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cstrong data-start=\"92\" data-end=\"115\"\u003eAgustina Bessa-Luís\u003c\/strong\u003e (1922–2019) é uma das vozes maiores da literatura portuguesa do século XX, autora de uma obra vasta que combina a observação da natureza humana com um estilo narrativo de pleno de inteligência. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eRomancista prolífica, ensaísta e figura central da cultura portuguesa, renovou a ficção nacional com um olhar simultaneamente clássico e moderno, rural e cosmopolita, vincando a importância do desejo, do poder e da memória como motores da narrativa.\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52146433818890,"sku":"2026-MDT-LVR-265","price":18.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Ternosguerreiros.webp?v=1763580536"},{"product_id":"acidentes","title":"Acidentes","description":"\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cspan\u003eLivro de poesia publicado oito anos depois de \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eA Terceira Miséria\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e. \u003c\/span\u003eReúne trinta e cinco poemas da autora.\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003e«Li o desencanto e o desânimo de Hélia Correia em «Acidentes» acompanhando-a no que pude: sublinhando o escorraçar das palavras, obra de homens que as submetem ao risível.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003e «Deixai, deixai cair uma palavra,\/e outra, e outra,\/os ossos do banquete,\/para que me roje e as apanhe com a boca,\/(...)» e, em «Distracção», o desbaste contínuo e assassino da Natureza em consonância com a ideia «(...) dessa coisa a que chamam utopia\/porque não tem lugar na natureza,\/e que, por falta de raiz, não dura\/muito mais que um insecto luminoso.(...)»; e Hélia Correia volta novamente à palavra para nos avisar que a poesia tem longo trato (viciante) com as metáforas, tornando os lobos na imagem-lugar-comum do mal. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eMas «(...) Eles matarão\/somente porque existe um pensamento,\/como um tumor,\/ naquilo que os constitui. (...)»; a desconfiança na ciência cria uma atitude poética de fusão para com ela, visto que «passado o espanto fundador» tudo é possível porque os Mestres, a humanidade, domesticou tudo, desenhou tudo nos mapas, trouxe tudo para casa e desenhou igualmente o extermínio. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eComo se desvendou tudo haverá então espaço para a poesia? «Vindo o momento, tudo aquilo que separou\/ciência e poesia deixará\/de existir sobre a terra.» O mistério da respiração, pela mão de Hélia Correia, é desde sempre um mistério. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eOs pulmões que pulsam a vida, a transformação do ar no corpo, não é explicável pelo movimento das células e do sangue. Só pela poesia se consegue sentir esse pulsar, essa transformação vital.» \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003ein \u003c\/em\u003e\u003ca href=\"https:\/\/derivadaspalavras.blogspot.com\/2020\/12\/acidente-de-helia-correia.html\"\u003eDeriva das Palavras: «Acidentes», de Hélia Correia\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949) \u003c\/strong\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332081840394,"sku":"2026-MDT-LVR-30","price":16.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Acidentes.webp?v=1767098859"},{"product_id":"o-separar-das-aguas","title":"O separar das águas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePublicado em 1981, \"O Separar das Águas\" foi o primeiro livro publicado pela autora. \"Villa Celeste\" foi editado em 1985. Com \"Soma\", de 1987, Hélia Correia aproximou-se de um meio social diferente, mais jovem e de linguagem urbana.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEstão as três neste livro.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949) \u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332120310026,"sku":"2026-MDT-LVR-167","price":16.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896415464.webp?v=1767099128"},{"product_id":"certas-raizes","title":"Certas raízes","description":"\u003cp\u003e«Os séculos passaram sobre a vila como as aves, deixando as suas fezes. Os séculos passaram, desfazendo sombras de forcas, e higienizando, e espalhando o seu fumo fabril sobre a paisagem. Houve, por duas gerações, certo fulgor, aquilo a que chamavam o progresso, isto é, O caminho para a frente, como se existisse essa direcção.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDepois a fábrica fechou, o rio secou e o pássaro do século acabou por entregar em casa das pessoas uma mensalidade que não era ganho nem rendimento. Era um fantasma que tinha a gratidão de toda a gente. Pois os ares do tempo não deixavam morrer de fome, ainda que alguns morressem, nas montanhas, de frio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNão eram todos velhos, mas havia de comum entre eles a indiferença pelos prazeres tribais, pelas bebidas, pelos jogos estridentes. Alguns pintaram o arco-íris na capela porque supunham que os entusiasmaria sexualizarem um lugar assim, dançar com grandes efusões obscenas. Mas era pedir muito aos sentimentos. Já não havia fé para blasfémias. A capela mantinha o seu altar que serviu de balcão às cervejas cujo sabor antigo desgostava. Rapidamente se cansaram dela.» [De «Certas Raízes»]\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332131287306,"sku":"2026-MDT-LVR-69","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897834103.webp?v=1767099673"},{"product_id":"o-numero-dos-vivos","title":"O número dos vivos","description":"\u003cp\u003eO reatar de uma herança literária que impõe certa linearidade à escrita romanesca com a assimilação de traços da narrativa contemporânea que vão de um García Márquez ou Carpentier até à novelística de Agustina Bessa-Luís, numa tendência para surpreender o sobrenatural no quotidiano da vida provinciana e burguesa, ou para transpor para a escrita romanesca o plano em que a dimensão social das relações humanas se cruza com a religiosidade, com a superstição e até com o irracional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstreou-se na poesia, em 1981, com \"O Separar das Águas\". \"O Número dos Vivos\" vem em 1982. A novela \"Montedemo\", encenada pelo grupo O Bando, deu à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em Édipo Rei e a escrever \"Perdição\", levadas à cena, em 1993, pela Comuna. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEscreveu também \"Florbela\", em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum. Destacam-se ainda na sua produção os romances \"Casa Eterna\" e \"Soma\", e, na poesia, \"A Pequena Morte\/Esse Eterno Conto\".\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRecebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra Lillias Fraser, e em 2006 o Prémio Máxima de Literatura, pela obra Bastardia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332143837450,"sku":"2026-MDT-LVR-161","price":9.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727083589.webp?v=1767100069"},{"product_id":"adoecer","title":"Adoecer","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Havia nela como que uma falha que provinha talvez da exaustão e da deficiência alimentar, dando-lhe um ar furtivo, de gazela, que fez cair as apresentações.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eLizzie passou para detrás da porta abandonada que servia de biombo e regressou vestida de rapaz. Apanhara o cabelo sobre a nuca. Mostrava as pernas e isso produzia um curioso efeito assexuado. Gabriel adiantou-se e começou a ocupar-se da figura que faltava, não nos papéis de esboço, mas na tela. As personagens masculinas já se achavam muito avançadas. Ele posara para o bobo. Os pré-rafaelitas provocavam situações de entreajuda em que existia, a par de exibição, sinceridade.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eDeverell e Millais arrefeciam, de pé, imóveis e a perder entusiasmo. Viam em Lizzie a rapariga magra e de feições irregulares que até então não tinham visto. A narrativa de Walter, que avassalara o próprio narrador, deixava de exercer influência e a temperatura dos seus corpos ressentia-se. Esfregavam os braços, percebendo toda a impiedade do Inverno. Observavam Rossetti e Miss Sid que estavam sós, naquilo que talvez fosse o encontro do pintor com o modelo. Porém sentiam desconforto, como se presenciassem uma cena íntima.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eLizzie, que mantivera a posição sem vacilar nos dias anteriores, vergava as costas, inclinada para o chão. Era um abatimento poderoso sob o qual circulava alguma glória. John Everett Millais compreendeu a origem do fascínio de Miss Sid. Tinha um corpo selado na tragédia, um apetite sacrificial. “Hei-de pintar esta mulher”, pensou. Imaginava-a num cenário de narcisos. Não sabia que estava a vê-la morta. »\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. 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E as conversas na cavalariça, sendo os dias tão curtos, resultavam mais apressadas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePouco conseguia que os fregueses falassem sobre o mar. No entanto, ele já se acostumara a servir-se dos próprios pensamentos. Imaginava o dia do encontro com aquele grande azul que se estendia, semelhante a um prado que florisse. A obsessão tomara conta dele como alguém que o tivesse sequestrado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTudo o que via e ouvia era filtrado, enquadrado na sua perspectiva. Confiava em que os tios o levariam, tarde ou cedo, à Vieira. Não pensava que, com aquela espécie de trabalho, não desfrutavam dos prazeres do verão, quando abundavam os pedidos de cavalos e de carros abertos.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332166807818,"sku":"2026-MDT-LVR-51","price":11.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727088348.webp?v=1767101193"},{"product_id":"fascinacao","title":"Fascinação","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Deus impedia o encontro dos irmãos que, a suceder, os amantizaria.\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003eEstavam às vezes próximos, tão próximos nas suas correrias pelos bosques que os seus cavalos se empinavam e riscavam com as patas da frente no vazio. E digo bem: vazio. Pois o Senhor mandava a sua legião dos anjos rarefazer os ares com as suas asas, tornando o sítio terra de ninguém. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eÀs vezes, a mais grossa escuridão caía entre eles e, no entanto, era meio-dia. Muito à distância, a Dama Pé-de-Cabra esticava os negros beiços e uivava. Porém, não conseguia competir.»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332234375434,"sku":"2026-MDT-LVR-102","price":11.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727088041.webp?v=1767101365"},{"product_id":"o-inventor-de-vendavais","title":"O inventor de vendavais","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«O vulto era uma árvore. Mas uma árvore muito especial. Era uma árvore negra, muito negra, escura, dura e fria como ferro. Mas havia uns bocados em que o negro tinha saído, como que raspado por alguns arranhões. Podia ver-se que existia dentro dela um brilho extraordinário, uma luz de ouro muito agitada, que fazia o som de uma coisa a ferver. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eDevia ser uma luz muito poderosa, com a sua cor tão forte que, por vezes, se tornava vermelha. Mas, como quer que fosse, ela não estava nada feliz. Batia contra o tronco e os dedos tinham um barulho de metal.»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332240863498,"sku":"2026-MDT-LVR-155","price":13.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Captura-de-ecra-2021-11-19-as-4.43.09-PM.webp?v=1767101545"},{"product_id":"a-luz-de-newton","title":"A luz de Newton","description":"\u003cp\u003e«O Vermelho fechou o livro com violência. E encarou severamente o Amarelo. As outras cores, em volta, suspiraram. Adivinhava?se um momento desconfortável. Direi mais: um momento de tensão. Direi mais: um momento de combate.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO Amarelinho tentou cruzar as pernas para tornar a posição mais consistente, mas não tinha joelhos para dobrar. As cores olhavam para o Vermelho, à espera. Ele fora eleito para as representar. E o Vermelho estava mesmo muito vermelho sob o efeito da cólera:- Estamos à espera de uma explicação.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- Explicação… — repetiu o Amarelinho, para fazer tempo. — Explicação de quê?\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs cores pigarrearam e mexeram-se. Começaram até a segredar. Mas o Vermelho impôs a sua autoridade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- Não te faças de parvo. Sabes bem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTirou de um saco um livro muito fino e exibiu?o a todos, como vira fazer num filme com uma prova em tribunal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- A Luz de Newton, primeira edição. As sete cores do arco?íris: somos nós.\u003cbr\u003e- Sim, somos todas nós — disse Liliana.\u003cbr\u003e- E ocupamos — afirmou o Verde — praticamente o mesmo espaço cada uma.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332247712010,"sku":"2026-MDT-LVR-19","price":15.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896415747.webp?v=1767101618"},{"product_id":"a-condicao-humana","title":"A condição humana","description":"\u003cp\u003eObra fundamental de Hannah Arendt. Explora a natureza da vida ativa e as três atividades essenciais do ser humano: labor, trabalho e ação.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003ePublicada em 1958, é uma das principais obras de Hannah Arendt, filósofa política de origem judaica. Neste livro, Arendt analisa a existência humana em sociedade, desde a Grécia Antiga até a modernidade, abordando como as atividades humanas se manifestam em diferentes esferas da vida.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHannah Arendt (1906 - 1975)\u003c\/strong\u003e nasceu em Hanôver, na Alemanha, em 1906. Estudou nas Universidades de Marburgo e Friburgo e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Heidelberg, onde foi aluna de Karl Jaspers. Mudou-se para França em 1933. Em 1941, deslocou-se para os Estados Unidos da América, tornando-se cidadã norte-americana dez anos mais tarde. Foi professora convidada de várias universidades, incluindo Califórnia, Princeton, Columbia e Chicago, e professora catedrática na Graduate Faculty of the New School for Social Research. Recebeu a Guggenheim Fellowship, em 1952, e a Arts and Letters Grant do National Institute of Arts and Letters, em 1954.Hannah Arendt morreu em dezembro de 1975.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332448579850,"sku":"2026-MDT-LVR-6","price":23.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727086375.webp?v=1767104437"},{"product_id":"o-fim-dos-estados-unidos-da-america","title":"O fim dos Estados Unidos da América","description":"\u003cp\u003eÉ tempo de fazer o luto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFim dos Estados Unidos da América é uma epopeia, satírica e distópica, que começa com a enigmática entrada da peste nos Estados Unidos da América.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTed Trash, fascista, extremista de direita, e Left Wing, extremista de esquerda, serão os responsáveis por uma segunda guerra civil no país. Pobres e ricos terão problemas entre si, e não serão poucos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo meio disto está Bloom, o herói da epopeia, que terá um destino terrível, mas tentará, até ao  m, salvar a América, tendo sempre na cabeça a imagem de uma bela mulher, a mexicana La Rosa, que um dia conheceu num estádio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSão várias as personagens desta epopeia. Johnston Bonne, engenheiro informático, maluco em absoluto, anarquista, tentará com processos alquímicos, e alguns fumos e festas exuberantes, ajudar o país. Jonathan \u0026amp; Mary, ativistas, no meio de tendas e algum nudismo, tentarão até à última lutar pelas suas utopias. Tirésias, profeta cego, fará oráculos decisivos. O Dr. Robert, cientista, amigo de Bloom, tentará, com o seu racionalismo, e por vezes com Deus a ser chamado, uma solução. James, o coveiro, exercerá a sua função de forma exemplar, e Mack Morris, um adorador de nuvens, andará por lá, nem sempre a olhar para cima. Moscas tsé-tsé, borboletas e búfalos entrarão também, com diferentes papéis, nesta epopeia. Esta é uma tragédia greco-americana. Pensamentos e ações, se os Deuses quiserem, estarão, portanto, presentes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eGonçalo M. Tavares \u003c\/strong\u003eestá publicado um pouco por todo o mundo, em mais de 70 países, com livros de diferentes géneros. Recebeu vários prémios em Portugal e no estrangeiro.\u003cbr\u003eO Fim dos Estados Unidos da América é um novo centro no percurso de Gonçalo M. Tavares.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Tavares ganhará o Prémio Nobel… Há, muito claramente, um antes de Gonçalo M. Tavares e um depois.” [José Saramago, Prémio Nobel da Literatura]\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52377027641610,"sku":"2026-MDT-LVR-152","price":28.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897836466-scaled.jpg?v=1768047903"},{"product_id":"depois-do-banquete","title":"Depois do banquete","description":"\u003cp\u003eEscritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com o a sua morte, em público, por \u003cem\u003eseppuku\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMishima foi o mais importante estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e «Vocabulário luxuoso, metáforas decadentes que fundem estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma total intransigência e obsessão pela unidade entre beleza, erotismo e morte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«\u003cem\u003eKazu percorria o jardim; não sendo casada, encontrava nisso um perfeito prazer físico e uma ocasião para meditar em completa liberdade. Durante todo o dia, tagarela, cantava: nunca estava só. Apesar de estar habituada a receber visitantes, acabava por ficar fatigada. \u003c\/em\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cem\u003eO seu passeio matinal provava-lhe que o seu coração apaziguado já não estava perturbado pelo amor. “O amor já não atrapalha a minha existência.” Enquanto admirava a forma como os raios de um sol esplêndido, que passavam entre as árvores ainda mergulhadas na bruma, faziam realçar o verde do musgo que atapetava o seu caminho, Kazu sentiu-se penetrada por esta verdade um pouco melancólica.\u003c\/em\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cem\u003eEstava desde há muito tempo afastada dos pensamentos de amor. A recordação do seu último amor já ia longe. “Tornei-me invulnerável a todos os perigos do amor”, dizia ela.\u003c\/em\u003e»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52513005994250,"sku":"2026-MDT-LVR-83","price":12.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/depois_do_banquete.jpg?v=1779872632"},{"product_id":"o-tumulto-das-ondas","title":"O tumulto das ondas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eJapão. Uma aldeia piscatória. Remota. O primeiro amor. Shinji, um jovem pescador. Hatsue, a filha do homem mais rico da aldeia. Shinji vê-a na praia. Apaixonam-se.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eHá na literatura várias versões de o \"O primeiro amor\". Vale a pena ler vários. Por exmplo, o do Tugeneev e, depois, o do Mishima. Ambos primeiros. Amores.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEscritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com a sua morte, por \u003cem\u003eseppuku\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eMishima foi o mais importantes estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVocabulário luxuoso, metáforas decadentes. Incandescente, funde estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos. Deixa-nos uma intransigência: beleza, erotismo e morte são apenas uma.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEste, como o \"Confissão impúdica\" (Tanizaki, esgotado), ardeu-me nas mãos até às lágrimas. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eMishima, \u003c\/strong\u003eEscritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com o a sua morte, em público, por \u003cem\u003eseppuku\u003c\/em\u003e. Foi o mais importante estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu. Manteve, até ao fim, uma total intransigência e obsessão pela unidade entre beleza, erotismo e morte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e «Vocabulário luxuoso, metáforas decadentes, que fundem estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos»\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52513040269578,"sku":"2026-MDT-LVR-170","price":14.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896412760.webp?v=1770393855"},{"product_id":"pela-estrada-fora-rolo-original","title":"Pela estrada fora, rolo original","description":"\u003cp\u003eDuro, cru, sexualmente explícito. Com todos os nomes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eViagem pelos Estados Unidos de carro, por Sal Paradise e Dean Moriarty, repleta de sexo, drogas, álcool e liberdade. É considerado a obra-prima de Kerouac, um dos principais expoentes da geração beat dos Estados Unidos, sendo uma grande influência para os jovens no contexto da contracultura dos anos 60. Foi lançado pela primeira vez em 1957.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEsta é a edição nunca antes publicada, o texto que surgiu na forma original de rolo. Representa a primeira e mais genuína forma de expressão das ideias de Kerouac, o momento em que a sua visão e voz narrativa se juntaram sob a forma de um impulso contínuo de energia criativa.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eEsta versão é mais dura, crua e sexualmente explícita do que o romance já publicado. Kerouac utiliza também o nome real dos seus amigos, incluindo Neal Cassady, Allen Ginsberg e William S. Burroughs. Esta edição foi preparada por Howard Cunnell, juntamente com três outros estudiosos da obra de Kerouac. Cunnell estudou a história e origem do rolo e todas as suas transformações subsequentes até se tornar o texto publicado e conhecido.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003ePela Estrada Fora: O Rolo Original é, sem dúvida alguma, um dos mais significativos documentos na história contemporânea da literatura americana.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e«Para as adolescentes, ele foi o poeta louco, o primeiro amor que nunca esqueceram, com a sua conversa sobre boleias em comboios de carga e carros, estrada fora. Kerouac criou um herói de estilo moderno em Pela Estrada Fora; inventou a Geração Beat, originou um estilo de viver e um estilo de escrever.»\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cstrong\u003eJack Kerouac\u003c\/strong\u003e nasceu em Lowell, no Massachusetts em 1922. Em 1947, entusiasmado pelo bebop, e pela atitude rebelde do seu amigo Neal Cassidy, decidiu partir à descoberta da América, atravessando o país à boleia. Na escrita, claramente autobiográfica, desenvolveu um estilo que definiu como «prosa espontânea» e que utilizou para registar as experiências da Geração Beat. Entre os seus vários romances, destacam-se \u003ci\u003eOn the Road\u003c\/i\u003e, \u003ci\u003eMaggie Cassidy\u003c\/i\u003e, \u003ci\u003eThe Subterraneans\u003c\/i\u003e, \u003ci\u003eThe Dharma Bums\u003c\/i\u003e e \u003ci\u003eBig Sur\u003c\/i\u003e.\u003cbr\u003eMorreu em 1969.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52638227857674,"sku":null,"price":22.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/6489_f93ea2df-bf3e-4001-932c-91679ae729fe.webp?v=1774612891"},{"product_id":"mishima-ou-a-visao-do-vazio","title":"Mishima ou a visão do vazio","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eA 25 de novembro de 1970, o mais reconhecido romancista japonês do pós-guerra, Yukio Mishima, chocou o mundo ao cometer seppuko, famoso ritual de suicídio japonês, por norma reservado à classe guerreira.\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003eNeste livro, Marguerite Yourcenar, atenta leitora de Mishima e estudiosa dos papéis culturais da ficção, desvenda a vida e a política do autor: a sua afeição pela cultura ocidental, a sua família e a sua homossexualidade, os seus escritos e a sua morte, que cuidadosamente premeditou.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53113540378890,"sku":null,"price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Mishima_ou_a_visao_do_vazio.jpg?v=1779891530"},{"product_id":"trilogia-da-cidade-de-k","title":"Trilogia da Cidade de K.","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eTrilogia da Cidade de K. foi o título que, por sugestão do tradutor, Agota Kristof aconselhou para a edição da obra em Portugal, que reúne, num só volume, três romances (O Caderno Grande, A Prova, A Terceira Mentira).\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eAgota Kristof nasceu na Hungria, mas em 1956 fugiu do seu país, invadido por tropas soviéticas, para se fixar na Suíça.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eA trilogia conta a história de dois gémeos, que a guerra leva a que sejam enviados da sua cidade natal para o campo, ao cuidado de uma avó que os trata com particular dureza. Para sobreviverem, criam um mundo próprio e estranho em que os acontecimentos são registados num «grande caderno».\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eAgota Kristof fala-nos de uma Europa que, na época, estava dividida, mas também do desenraizamento, da separação e da perda de identidade criados pelas sociedades autoritárias do passado e do presente.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cstrong\u003eAgota Kristof\u003c\/strong\u003e nasceu na Hungria em 1935. Morreu na Suiça em 2011. Escreveu toda a sua obra em Francês.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53162839998730,"sku":null,"price":22.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/triologiadacidadedek.webp?v=1780738895"},{"product_id":"investigacoes-filosoficas","title":"Investigações filosóficas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eConsiderada uma obra central da filosofia do século XX, as Investigações Filosóficas de Wittgenstein introduzem um novo método para a compreensão e o tratamento dos tradicionais problemas que sempre assolaram as diferentes correntes filosóficas.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eVolta a ocupar-se de conceitos, tais como o sentido das proposições, o pensamento, a lógica, a compreensão das regras ou a (im)possibilidade de linguagens privadas. O seu legado é enorme para a filosofia e para outras disciplinas que não prescindem do esclarecimento das linguagens com que trabalham, ainda antes da produção de conhecimentos específicos. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePor isso as Investigações Filosóficas são uma investigação minuciosa e paciente sobre a forma como funciona a linguagem no seu uso prático, construindo ao mesmo tempo uma nova visão do que seja o homem e a forma de vida humana. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEscrita num estilo singular, em que por vezes o autor dialoga com o seu alter ego e frequentemente adquire a forma aforística, esta obra do último Wittgenstein é igualmente considerada uma criação de grande valor literário.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53214493966602,"sku":null,"price":26.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/investigacoes-wittgestein-GRAFICA-1.webp?v=1781509860"},{"product_id":"contar-uma-historia","title":"Contar Uma História","description":"\u003cp\u003eApesar do seu estatuto de destacados intelectuais do século xx, a colaboração artística — e a intensa amizade — entre John Berger e Susan Sontag permanece praticamente desconhecida.\u003cbr\u003ePela primeira vez, Contar Uma História oferece um vislumbre da vida partilhada entre ambos ao longo de quase um quarto de século. A partir de fontes como o filme epónimo transmitido na televisão, cartas pessoais raras e gravações de arquivo, estes fragmentos constroem o retrato de uma relação viva, exigente e sempre afetuosa.\u003cbr\u003eAs vozes de Berger e Sontag ecoam ao longo destas páginas, dialogando e reagindo uma à outra enquanto enfrentam as suas preocupações intelectuais. Acima de tudo, as suas conversas revelam uma profunda admiração recíproca e uma troca de ideias sobre a narrativa, o eu e a sociedade que marcou o trabalho de ambos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Susan Sontag escreveu um livro de grande importância e originalidade… Daqui para a frente, todas as discussões ou análises do papel da fotografia nas sociedades prósperas com meios de comunicação em massa terão de partir deste livro.” — John Berger, sobre Ensaios sobre Fotografia, de Susan Sontag\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e“Admiro e prezo os livros de John Berger. Ele escreve sobre o que é importante, e não só interessante — nas letras inglesas contemporâneas, parece não ter rival; desde Lawrence, nenhum escritor prestou tanta atenção ao mundo dos sentidos, sem esquecer os imperativos da consciência. É um artista e um pensador maravilhoso.” — Susan Sontag, sobre a publicação americana de John Berger\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJohn Berger nasceu em Londres em 1926. O seu livro Modos de Ver foi uma das obras sobre arte mais influentes do século XX. Entre os seus numerosos livros, inovadores na forma e amplos no alcance histórico e político, contam-se Para o Casamento (publicado na Relógio D’Água), King e o romance G., vencedor do Prémio Booker. Morreu em janeiro de 2017, aos noventa anos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSusan Sontag nasceu em Manhattan em 1933. Entre as suas obras de não ficção, contam-se Contra a Interpretação, Ensaios sobre Fotografia, A Doença como Metáfora, A Sida e as Suas Metáforas, Olhando o Sofrimento dos Outros e Ao Mesmo Tempo. Foi também autora de quatro romances, entre os quais O Amante do Vulcão e Na América, além de um livro de contos e várias peças de teatro. Em 2001 recebeu o Prémio Jerusalém pelo conjunto da sua obra e, em 2003, o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura e o Prémio da Paz dos Livreiros Alemães. Morreu em dezembro de 2004.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBenoît Bourreau é um escritor e realizador que reside em Paris. O seu trabalho cinematográfico centra-se sobretudo na estética da arte e no seu legado, explorando narrativas enraizadas na memória.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53385589588234,"sku":null,"price":18.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897836886-1.jpg?v=1784283291"},{"product_id":"a-nossa-necessidade-de-consolo-e-impossivel-de-satisfazer","title":"A nossa necessidade de consolo é impossível de satisfazer","description":"\u003cp\u003eEscrito dois anos antes da sua morte, A Nossa Necessidade de Consolo É Impossível de Satisfazer é uma espécie de testamento do autor, onde defende que o valor de um ser humano não pode ser medido pelo seu desempenho, e que ninguém tem o direito de lhe exigir tanto que lhe roube o desejo de viver.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cbr\u003eStig Dagerman nasceu a 5 de outubro de 1923 em Älvkarleby, na Suécia, filho de um casal de operários. Viveu em casa dos avós até aos nove anos, quando o pai o levou para Estocolmo, só tendo conhecido a mãe dez anos depois.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAdolescente, ligou-se aos círculos anarcossindicalistas suecos, em cuja imprensa colaborou. Terminado o liceu, estudou Arte e História da Literatura na Universidade de Estocolmo.\u003cbr\u003eEntre 1944 e 1949, escreveu quatro romances, peças de teatro, novelas curtas e numerosos artigos, crónicas e reportagens.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCasou-se com Annemarie Götze, uma refugiada alemã e filha de voluntários da Guerra Civil Espanhola, de quem se separaria oito anos mais tarde, quando iniciou uma relação com a atriz sueca Anita Björk.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntre as suas primeiras obras, destaca-se A Serpente (1945), que reflete a sua ansiedade perante a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte, como correspondente do Expressen, viajou pela Alemanha destruída e, como resultado dessa experiência, publicou Outono Alemão. Em 1948, saiu A Criança Queimada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDepois de algumas tentativas de pôr termo à vida, suicidou-se a 4 de novembro de 1954, na sua garagem.\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":53698011824394,"sku":null,"price":5.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Anossanecessidadedeconsoloeimpossiveldesatisfazer.jpg?v=1789227884"}],"url":"https:\/\/www.malditalivraria.com\/collections\/editora-relogio-dagua.oembed?page=2","provider":"Maldita Livraria","version":"1.0","type":"link"}