{"title":"Snob","description":null,"products":[{"product_id":"33-poesias","title":"33 Poesias","description":"\u003cp\u003eSelecção pessoal, tradução e prefácio (Adolfo Luxuria Canibal) das poesias de Maiakovski, escritas entre 1912 e 1930.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e1912 é o ano do manifesto «Um Tabefe no Gosto do Público», primeira manifestação do futurismo russo. 1930 é o ano do seu suicídio, com um tiro de pistola.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEsta selecção incidiu apenas nas poesias, deixando conscientemente de lado todos os seus poemas, no sentido russo do termo. Ficaram assim de fora alguns dos textos essenciais da sua escrita poética, como «A Nuvem de Calças», «A Guerra e o Mundo», «150.000.000», «Sobre Isto», «Lenine» ou «O Proletário Voador».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« Na consideração de que qualquer uma destas obras daria, por si só, para um pequeno livro, preferi antes concentrar-me num retrato da multiplicidade criativa maiakovskiana, que o apanhado de textos mais curtos e dispersos ao longo dos anos torna possível. »\u003c\/em\u003e ADC\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eVladimir Maiakvoski (1893-1930, Rússia)\u003c\/strong\u003e foi poeta e dramaturgo russo, um dos grandes renovadores da linguagem poética do século XX, ao lado de Ezra Pound e T.S. Eliot.\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45211042349322,"sku":"","price":15.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/33POESIAS.png?v=1708335511"},{"product_id":"dias-da-noite","title":"Dias da noite","description":"\u003cp data-end=\"998\" data-start=\"0\"\u003eContos. Pequeno. Denso. Corrosivo. Manejar com cuidado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"998\" data-start=\"0\"\u003eA elegância cruel da normalidade do quotidiano. Na infância, a crueldade disfarçada de inocência, a violência latente que espreita sob o verniz da vida doméstica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"998\" data-start=\"0\"\u003eBasta uma criança que mente com naturalidade, uma família que se alimenta ressentimentos (haverá alguma que não o faz?), um gesto banal que abre caminho ao abismo. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"998\" data-start=\"0\"\u003eLer \u003cem data-end=\"741\" data-start=\"726\"\u003eDias da noite\u003c\/em\u003e é perceber que o horror não está nas catástrofes grandiosas, mas nos pequenos actos de egoísmo, de mentira e de vingança. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1682\" data-start=\"1000\"\u003eSilvina Ocampo (1903–1993), irmã de Victoria Ocampo, foi uma das vozes mais originais e subestimadas da literatura argentina. Pintora de formação e escritora por destino, dedicou-se sobretudo ao conto. Muitas vezes relegada para segundo plano devido ao brilho de Borges e Bioy Casares, com quem partilhou afinidades e projectos, Silvina construiu uma obra singular, marcada pela ironia, a crueldade subtil e uma imaginação inquietante.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1682\" data-start=\"1000\"\u003eLer Ocampo é enfrentar a desconfortável certeza de que a monstruosidade raramente vem de fora: habita dentro de cada um de nós.\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45212390621450,"sku":"","price":18.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/0ed7359-capa-site-silvina-ocampo-dias-da-noite.png?v=1757342780"},{"product_id":"bestiario","title":"Bestiário 2","description":"\u003cp\u003eJoana Pires \/ Hetamoé \/ Marcos Farrajota \/ Alberto Velho Nogueira \/ Richard Kearney \/ Tiago Manuel \/ Daniel Jonas \/ Paulo Catrica \/ Álvaro Domingues \/ João Diogo Correia \/ Lais Pereira \/ António Gregório \/ Alexandre Andrade \/ Ana Biscaia \/ André Tavares Marçal \/ João David Fernandes \/ Beatriz de Almeida Rodrigues \/ Sean Bonney \/ Pierre D. \/ António Albata \/ Catagreena \/ Manuel João Neto \/ Aida Castro \/ José Emílio-Nelson \/ Meredith L. Patterson \/ Emanuel Pereira \/ André Coelho \/ Maribel Mendes Sobreira \/ José Manuel Ventura \/ Dilar Pereira \/ Rui Baião \/ Maria Santos \/ Emi Anrakuji \/ Antón Fernández de Rota \/ Momo Okabe \/ Pê Feijó \/ Beatriz Bagulho \/ Rui Eduardo Paes \/ António Baião \/ João Jacinto \/ Catarina Real \/ César Gomes\u003c\/p\u003e\n\u003chr\u003e\n\u003cp\u003eO Monstro é um corpo saturado de órgãos, fendas, rugosidades, cesuras, ecos, excesso, negação e espaços vazios.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSe tudo cabe num corpo, esse corpo não caberá em lugar algum.\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45212392849674,"sku":"","price":25.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/BESTIARIO2.jpg?v=1708441117"},{"product_id":"em-acucar-de-melancia","title":"Em açúcar de melancia","description":"\u003cp\u003e\u003cem\u003eEm Açúcar de Melancia\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e, fala-nos de um narrador que narra as suas experiências neste local utópico (será?), num mundo pós-apocalíptico, onde o sol tem uma cor diferente conforme os dias, onde tudo é feito de açúcar de melancia, onde a vida se vive em paz e numa tranquilidade apática, com referência às comunas experimentais dos anos 60, sempre contraposta com a violência latente de inBOIL, violência que pode ser vista como a verdadeira liberdade. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eBrautigan parece aqui sugerir um outro sítio onde experienciar a vida, testando a imaginação e piscando o olho à geração da contracultura. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eÉ na negação do real que aqui se encontram alternativas, no convívio com personagens que não deixam de ser, no limite, profundamente reais.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45275212153098,"sku":"","price":16.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/EMACUCARDEMELANCIA.jpg?v=1709479898"},{"product_id":"o-livro-da-pobreza-e-da-morte","title":"O livro da pobreza e da morte","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eO Livro da Pobreza e da Morte é uma oração, um canto da pobreza, do essencial e permanente escondido ou adulterado, e uma reflexão profunda sobre a condição humana. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEscrito no início do século, este texto guarda toda a força nos dias hoje, velozes citadinos, individualistas e materialistas. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eUm livro que nos obriga a parar, a procurar o silêncio de que precisamos. A tradução, magnífica, de Ana Diogo e Rui Caeiro, trazem para a língua portuguesa a força do original alemão.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45275598061834,"sku":"","price":20.0,"currency_code":"EUR","in_stock":false}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/OLIVRODAPOBREZAEDAMORTE.png?v=1709489662"},{"product_id":"o-dogma-da-nao-violencia","title":"O Dogma da Não-Violência","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\"em tempos de mudanças tão vertiginosas e profundas (…), é essencial elaborar colectivamente estratégias efectivas de resistência e construção de alternativas. E, para isso, é necessário deitar por terra todos os impedimentos feitos de inércia, tabus e conformismo”. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Os partidários da exclusividade da não-violência como meio de contestação e de transformação, voluntariamente amarrados a uma posição cujo substrato é fundamentalmente moral, têm contribuído activamente para eliminar, tanto da história como dos movimentos sociais, um enorme repertório de lutas, práticas e experiências úteis para o período que hoje vivemos e têm, inclusivamente, participado na exclusão e criminalização de sujeitos políticos que destoam dos seus métodos. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eComo consequência, revelam-se agentes que contribuem mais para a manutenção e reprodução do sistema que afirmam combater do que agentes da sua destruição.»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e [«Prefácio», Diogo Duarte]\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":50790112428298,"sku":"","price":13.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/6ea0912-123606-o-dogma-da-nao-violencia_rolando-d-alessandro.jpg?v=1740167256"},{"product_id":"em-baixo","title":"Em baixo","description":"","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010924118282,"sku":"","price":0.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}]},{"product_id":"de-genere","title":"De genere","description":"","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010929885450,"sku":"","price":0.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}]},{"product_id":"vaca-preta","title":"Vaca Preta","description":"","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010932769034,"sku":"","price":0.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}]},{"product_id":"escritor-fracassado","title":"Escritor fracassado","description":"\u003cdiv class=\"wp-block-post-excerpt\"\u003e\u003c\/div\u003e\n\u003cdiv class=\"entry-content wp-block-post-content is-layout-constrained wp-block-post-content-is-layout-constrained\"\u003e\n\u003cp\u003eO segundo livro que nos chega de Roberto Arlt. Prova que o conto ainda pode ser um campo privilegiado para a “iluminação profana” do desconhecido\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eGeorge Steiner conta que certo dia, na estação de Frankfurt, dez minutos antes de o comboio partir, viu num quiosque que vendia livros, um pequeno volume de capa branca. Não conseguindo decifrar o nome do autor (Arlt) abriu o livro e, aleatoriamente, leu: “A língua a norte do futuro”. Perdeu assim o comboio para o seu primeiro encontro com Paul Celan.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRoberto Arlt (1900-1942), argentino nascido em Buenos Aires, no modesto bairro de Flores, é dessa laia. Inventor falhado. Frequentador de prostitutas e rufias de todos os géneros. É um dos responsáveis (ou mesmo o responsável) por trazer ao salão das letras argentinas a histeria, a exuberância de se ter muito a dizer, essa possibilidade de os homens viverem dentro da língua escrita. De \"ter inferno dentro\".\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePara quem está cansado de bordados poéticos e boas vontades prosaicas, e espera incansavelmente que entre pela porta das letras gente que ande de costas, cheia de ideias que só podem ser ditas aos berros, este livro de contos é uma boia que, não nos salvando do ineviável afogamento, nos mantém à tona por mais umas horas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAdaptado \u003ca href=\"https:\/\/ionline.sapo.pt\/2018\/09\/20\/roberto-arlt-o-corpo-contra-a-literatura-parda\/\"\u003edaqui\u003c\/a\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010988704010,"sku":"","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/79e98bd-224722-arlt-capa-escritor-fracassado_99c47364-543a-48e3-8b60-1ad0ea9b6ef6.png?v=1743965194"},{"product_id":"o-dia-do-gafanhoto","title":"O dia do gafanhoto","description":"","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010990833930,"sku":"","price":0.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}]},{"product_id":"desvios","title":"Desvios","description":"","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010995847434,"sku":"","price":0.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}]},{"product_id":"o-meu-suicidio","title":"O meu suicídio","description":"\u003cp\u003eHenri Roorda Van Eysinga (1870-1925), que também assinava Balthasar, foi, na sua vida de pacato cidadão suíço, professor de matemática. E porque além de ensinar gostava de escrever, não produziu apenas este derradeiro livrinho, que anuncia e explica o seu suicídio. Escreveu também ensaios sobre pedagogia e ainda teatro, poesia e diversos escritos de circunstância, a que ele próprio chamava “prosas de almanaque”. [...]\u003cbr\u003e“Dizem que o último a rir é quem ri melhor. Mas provavelmente é falso. O homem que for último a rir não vai rir quase nada. O seu riso leve será muito pouco ao lado do riso homérico das primeiras idades”. Pensamento extraído do seu ensaio “О riso e os que riem”. Última frase desse ensaio: “A minha avó tinha razão: não estamos cá na terra para nos divertirmos”. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eA 7 de Novembro de 1925 Roorda despede-se dos amigos no café, vai para casa, bebe meia garrafa de vinho do Porto e dispara uma bala no coração.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEra um homem que amava apaixonadamente a vida, ele mesmo o diz nesta confissão “in articulo mortis”, que é O Meu suicídio. Mas, acontece, vem também nos livros: aquele que ama apaixonadamente mata aquele a quem ama. Ou aquilo que ama. No caso concreto, a vida. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e« São as pessoas bem comportadas, os amigos da ordem, que fazem a estabilidade do edifício social. É preciso que sejam em grande número. »\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010996830474,"sku":"","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/05f7658-roorda-prevenda1.jpg?v=1743964191"},{"product_id":"cadernos-de-bernfried-jarvi","title":"Cadernos de Bernfried Jarvi","description":"\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1037\"\u003eObra literária marcada pela fragmentação e pela experimentação formal. O livro apresenta-se como um conjunto de apontamentos, reflexões e observações atribuídas a uma figura enigmática, Bernfried Jarvi, que funciona mais como alter ego ou construção literária do que como personagem convencional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1037\"\u003eA narrativa não segue um enredo linear, mas organiza-se em pequenos blocos de texto, entre o aforismo, a nota diarística e o comentário crítico. Esta estrutura permite ao leitor explorar a fluidez do pensamento, as ambiguidades da memória.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"0\" data-end=\"1037\"\u003eO resultado é um texto aberto, que desafia as expectativas do leitor e convida a uma leitura descontínua. \u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1039\" data-end=\"1717\"\u003eRui Manuel Amaral (n. 1973) é um escritor português que tem vindo a afirmar-se pela originalidade da sua obra, situada entre a ficção, a crónica e o ensaio. Ao longo da sua vida, publicou livros que exploram a brevidade textual, o registo fragmentado e a interrogação da própria linguagem. A sua escrita distingue-se por uma atenção minuciosa às margens do quotidiano, bem como por uma recusa em adotar modelos narrativos convencionais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-start=\"1039\" data-end=\"1717\"\u003eCom uma obra relativamente breve, mas já significativa, Rui Manuel Amaral consolidou-se como uma voz singular da literatura portuguesa contemporânea, marcada pela experimentação e pela procura de novas formas de expressão.\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51010998370570,"sku":"","price":14.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9833.webp?v=1757344071"},{"product_id":"o-dia-do-gafanhoto-1","title":"O dia do gafanhoto","description":"\u003cp data-end=\"1088\" data-start=\"0\"\u003ePublicado em 1939, é um dos retratos mais ferozes e grotescos de Hollywood alguma vez escritos. Nathanael West arranca o verniz do sonho americano e mostra a maquinaria de uma cidade feita de ilusões, frustrações e violência latente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1088\" data-start=\"0\"\u003eAs personagens que povoam o romance - figurantes medíocres, artistas falhados, técnicos invisíveis - são criaturas esmagadas por um sistema que vende promessas de glória mas entrega miséria e desespero.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1088\" data-start=\"0\"\u003eA narrativa acompanha Todd Hackett, jovem cenógrafo que observa, com um misto de fascínio e repulsa, a decadência dos que vivem à margem da grande indústria do entretenimento.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1088\" data-start=\"0\"\u003eO livro não é apenas crítica social. Sátira impiedosa, quase apocalíptica, onde Hollywood aparece como um formigueiro pronto a explodir em histeria coletiva. O título, \u003cem data-end=\"831\" data-start=\"811\"\u003eO dia do gafanhoto\u003c\/em\u003e, alude precisamente a essa invasão de corpos famintos, anónimos e violentos, que reduzem o sonho a pó.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003e\u003cstrong\u003eNathanael West (1903–1940)\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003e foi um escritor e argumentista norte-americano cuja obra breve, mas intensa, se tornou referência para a literatura satírica e desencantada do século XX. Autor de apenas quatro romances, entre eles \u003c\/span\u003e\u003cem data-end=\"1339\" data-start=\"1320\"\u003eMiss Lonelyhearts\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e e \u003c\/span\u003e\u003cem data-end=\"1362\" data-start=\"1342\"\u003eO dia do gafanhoto\u003c\/em\u003e\u003cspan\u003e, construiu uma visão corrosiva da sociedade americana, expondo a crueldade do sucesso e a fragilidade dos que vivem de ilusões. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003ePara sobreviver, escreveu guiões em Hollywood entre 1936 e 1940, numa indústria que ele próprio desprezava, mas que pagava as contas. Antes disso, tinha administrado hotéis em Nova Iorque, onde chegava a oferecer quartos de graça a escritores de quem gostava, apenas para desfrutar da sua companhia. Uma estratégia pouco rentável, mas literariamente conveniente.\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003e\u003cspan\u003eWest dedicou-se a parodiar a civilização ocidental com um humor envenenado e toques de surrealismo, moldado pela miséria e pelo desespero da Grande Depressão. Deu \"palavras\" à degradação, à impotência e à solidão humanas, criando personagens tão trágicas que quase se tornam cómicas. Ou será ao contrário?\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003e\u003cspan\u003eA sua vida terminou abruptamente a 22 de dezembro de 1940, num acidente de automóvel. Ao seu lado morreu a recém-esposa, Eileen McKenny, cuja vida inspirara a peça popular \u003cem data-end=\"1481\" data-start=\"1463\"\u003eMy Sister Eileen\u003c\/em\u003e. Até o seu fim teve o gosto amargo da tragédia.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003e\u003cspan\u003eEmbora a ficção de Nathanael West tenha recebido alguns elogios isolados da crítica, o público ignorou-o por completo. Ironia suprema: depois da sua morte, académicos e escritores começaram a venerá-lo como um dos grandes satiristas do século XX. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp data-end=\"1575\" data-start=\"729\"\u003e\u003cspan\u003eDeixou uma obra curta. Continua a ecoar, pela atualidade do seu desencanto.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51783425392906,"sku":null,"price":15.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/6553.webp?v=1757782996"},{"product_id":"zov","title":"Zov","description":"\u003cp\u003eDepois de\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003cem\u003eCadernos de Bernfried Jarvi\u003c\/em\u003e, \u003cem\u003eZOV\u003c\/em\u003e.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUm livro que nos leva numa viagem sem mapa, caótica e subversiva, com qualquer coisa que parece assemelhar-se a um palco em pano de fundo e algumas personagens em cena. Mas não se iludam com esta descrição, este é um livro que não se encaixa em lado nenhum, um vendaval de leitura, um terramoto literário.\u003c\/p\u003e\n\u003cp style=\"text-align: right;\"\u003e« Uma adivinha: o que é melhor do que deus, pior do que o diabo... que os mortos não comem… [Hesita.] Não, que os mortos comem… [Hesita, de novo.] Sim, que os mortos comem… E que os vivos... [Faz um esforço para se lembrar.] Como era? E que se os vivos comerem… E que se os vivos comerem, morrem? Será assim? Esqueci-me. Bom, toda a gente sabe a resposta: é o Nada. »\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eRui Manuel Amaral (n. 1973)\u003c\/strong\u003e é um escritor português que tem vindo a afirmar-se pela originalidade da sua obra, situada entre a ficção, a crónica e o ensaio. Ao longo da sua vida, publicou livros que exploram a brevidade textual, o registo fragmentado e a interrogação da própria linguagem. A sua escrita distingue-se por uma atenção minuciosa às margens do quotidiano, bem como por uma recusa em adotar modelos narrativos convencionais. Com uma obra relativamente breve, mas já significativa, Rui Manuel Amaral consolidou-se como uma voz singular da literatura portuguesa contemporânea, marcada pela experimentação e pela procura de novas formas de expressão.\u003c\/p\u003e","brand":"Snob","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":51909732794634,"sku":null,"price":14.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/d40b3a8-121841-zov_rui-manuel-amaral.jpg?v=1759914465"}],"url":"https:\/\/www.malditalivraria.com\/collections\/editora-snob.oembed","provider":"Maldita Livraria","version":"1.0","type":"link"}