{"title":"Helia Correia","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003eHélia Correia nasceu em Lisboa. Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário. Poetisa e dramaturga, foi enquanto ficcionista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de oitenta, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas. Seguiram-se romances como Montedemo, Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Insânia, Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), Adoecer (Prémio Fundação Inês de Castro, 2010) e Um Bailarino na Batalha (Grande Prémio de Romance e Novela APE\/(DGLAB, 2018).\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eNa poesia, tem uma vasta colaboração em antologias e jornais e publicou obras como A Pequena Morte\/Esse Eterno Canto (em díptico com Jaime Rocha), Apodera-te de Mim, A Terceira Miséria (Prémio de Poesia PEN Clube, 2012, e Prémio Correntes d’Escritas, 2013) e Acidentes (Prémio de Poesia PEN Clube, 2021).\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eA sua escrita para teatro tem privilegiado os clássicos gregos. Destaca-se Perdição, Exercício sobre Antígona, O Rancor, Exercício sobre Helena e Desmesura, Exercício com Medeia.\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003ePara a infância, salienta-se os livros da colecção Mopsos, o Pequeno Grego, Ouro de Delfos e A Coroa de Olímpia. Destaque também para as suas versões das obras de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão — Versão Infantil e A Ilha Encantada — Versão Infantil de A Tempestade, e ainda para A Chegada de Twainy (2011) e A Luz de Newton (2015).\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEntre os vários prémios que recebeu, destaca-se o Prémio Camões (2015).\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"acidentes","title":"Acidentes","description":"\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cspan\u003eLivro de poesia publicado oito anos depois de \u003c\/span\u003e\u003ci\u003eA Terceira Miséria\u003c\/i\u003e\u003cspan\u003e. \u003c\/span\u003eReúne trinta e cinco poemas da autora.\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003e«Li o desencanto e o desânimo de Hélia Correia em «Acidentes» acompanhando-a no que pude: sublinhando o escorraçar das palavras, obra de homens que as submetem ao risível.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003e «Deixai, deixai cair uma palavra,\/e outra, e outra,\/os ossos do banquete,\/para que me roje e as apanhe com a boca,\/(...)» e, em «Distracção», o desbaste contínuo e assassino da Natureza em consonância com a ideia «(...) dessa coisa a que chamam utopia\/porque não tem lugar na natureza,\/e que, por falta de raiz, não dura\/muito mais que um insecto luminoso.(...)»; e Hélia Correia volta novamente à palavra para nos avisar que a poesia tem longo trato (viciante) com as metáforas, tornando os lobos na imagem-lugar-comum do mal. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eMas «(...) Eles matarão\/somente porque existe um pensamento,\/como um tumor,\/ naquilo que os constitui. (...)»; a desconfiança na ciência cria uma atitude poética de fusão para com ela, visto que «passado o espanto fundador» tudo é possível porque os Mestres, a humanidade, domesticou tudo, desenhou tudo nos mapas, trouxe tudo para casa e desenhou igualmente o extermínio. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eComo se desvendou tudo haverá então espaço para a poesia? «Vindo o momento, tudo aquilo que separou\/ciência e poesia deixará\/de existir sobre a terra.» O mistério da respiração, pela mão de Hélia Correia, é desde sempre um mistério. \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003eOs pulmões que pulsam a vida, a transformação do ar no corpo, não é explicável pelo movimento das células e do sangue. Só pela poesia se consegue sentir esse pulsar, essa transformação vital.» \u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp class=\"p2\"\u003e\u003cem\u003ein \u003c\/em\u003e\u003ca href=\"https:\/\/derivadaspalavras.blogspot.com\/2020\/12\/acidente-de-helia-correia.html\"\u003eDeriva das Palavras: «Acidentes», de Hélia Correia\u003c\/a\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949) \u003c\/strong\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332081840394,"sku":"2026-MDT-LVR-30","price":16.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Acidentes.webp?v=1767098859"},{"product_id":"o-separar-das-aguas","title":"O separar das águas","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePublicado em 1981, \"O Separar das Águas\" foi o primeiro livro publicado pela autora. \"Villa Celeste\" foi editado em 1985. Com \"Soma\", de 1987, Hélia Correia aproximou-se de um meio social diferente, mais jovem e de linguagem urbana.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEstão as três neste livro.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949) \u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332120310026,"sku":"2026-MDT-LVR-167","price":16.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896415464.webp?v=1767099128"},{"product_id":"certas-raizes","title":"Certas raízes","description":"\u003cp\u003e«Os séculos passaram sobre a vila como as aves, deixando as suas fezes. Os séculos passaram, desfazendo sombras de forcas, e higienizando, e espalhando o seu fumo fabril sobre a paisagem. Houve, por duas gerações, certo fulgor, aquilo a que chamavam o progresso, isto é, O caminho para a frente, como se existisse essa direcção.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDepois a fábrica fechou, o rio secou e o pássaro do século acabou por entregar em casa das pessoas uma mensalidade que não era ganho nem rendimento. Era um fantasma que tinha a gratidão de toda a gente. Pois os ares do tempo não deixavam morrer de fome, ainda que alguns morressem, nas montanhas, de frio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNão eram todos velhos, mas havia de comum entre eles a indiferença pelos prazeres tribais, pelas bebidas, pelos jogos estridentes. Alguns pintaram o arco-íris na capela porque supunham que os entusiasmaria sexualizarem um lugar assim, dançar com grandes efusões obscenas. Mas era pedir muito aos sentimentos. Já não havia fé para blasfémias. A capela mantinha o seu altar que serviu de balcão às cervejas cujo sabor antigo desgostava. Rapidamente se cansaram dela.» [De «Certas Raízes»]\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332131287306,"sku":"2026-MDT-LVR-69","price":17.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789897834103.webp?v=1767099673"},{"product_id":"o-numero-dos-vivos","title":"O número dos vivos","description":"\u003cp\u003eO reatar de uma herança literária que impõe certa linearidade à escrita romanesca com a assimilação de traços da narrativa contemporânea que vão de um García Márquez ou Carpentier até à novelística de Agustina Bessa-Luís, numa tendência para surpreender o sobrenatural no quotidiano da vida provinciana e burguesa, ou para transpor para a escrita romanesca o plano em que a dimensão social das relações humanas se cruza com a religiosidade, com a superstição e até com o irracional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstreou-se na poesia, em 1981, com \"O Separar das Águas\". \"O Número dos Vivos\" vem em 1982. A novela \"Montedemo\", encenada pelo grupo O Bando, deu à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em Édipo Rei e a escrever \"Perdição\", levadas à cena, em 1993, pela Comuna. \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEscreveu também \"Florbela\", em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum. Destacam-se ainda na sua produção os romances \"Casa Eterna\" e \"Soma\", e, na poesia, \"A Pequena Morte\/Esse Eterno Conto\".\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRecebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra Lillias Fraser, e em 2006 o Prémio Máxima de Literatura, pela obra Bastardia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332143837450,"sku":"2026-MDT-LVR-161","price":9.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727083589.webp?v=1767100069"},{"product_id":"adoecer","title":"Adoecer","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Havia nela como que uma falha que provinha talvez da exaustão e da deficiência alimentar, dando-lhe um ar furtivo, de gazela, que fez cair as apresentações.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eLizzie passou para detrás da porta abandonada que servia de biombo e regressou vestida de rapaz. Apanhara o cabelo sobre a nuca. Mostrava as pernas e isso produzia um curioso efeito assexuado. Gabriel adiantou-se e começou a ocupar-se da figura que faltava, não nos papéis de esboço, mas na tela. As personagens masculinas já se achavam muito avançadas. Ele posara para o bobo. Os pré-rafaelitas provocavam situações de entreajuda em que existia, a par de exibição, sinceridade.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eDeverell e Millais arrefeciam, de pé, imóveis e a perder entusiasmo. Viam em Lizzie a rapariga magra e de feições irregulares que até então não tinham visto. A narrativa de Walter, que avassalara o próprio narrador, deixava de exercer influência e a temperatura dos seus corpos ressentia-se. Esfregavam os braços, percebendo toda a impiedade do Inverno. Observavam Rossetti e Miss Sid que estavam sós, naquilo que talvez fosse o encontro do pintor com o modelo. Porém sentiam desconforto, como se presenciassem uma cena íntima.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eLizzie, que mantivera a posição sem vacilar nos dias anteriores, vergava as costas, inclinada para o chão. Era um abatimento poderoso sob o qual circulava alguma glória. John Everett Millais compreendeu a origem do fascínio de Miss Sid. Tinha um corpo selado na tragédia, um apetite sacrificial. “Hei-de pintar esta mulher”, pensou. Imaginava-a num cenário de narcisos. Não sabia que estava a vê-la morta. »\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332149309706,"sku":"2026-MDT-LVR-31","price":18.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896411602.webp?v=1767100562"},{"product_id":"vinte-degraus","title":"Vinte degraus","description":"\u003cp\u003eOnze contos. Alguns deles, como explica a autora em nota, têm referências reconhecíveis.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e «Seroda» é outra história de Mariana Cruz, de Amor de Perdição, e «Captura», «um outro ponto de vista para “A Imitação da Rosa” de Clarice Lispector».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e«Uma Noite em Luddenden» evoca Branwell Brontë. «Hélder e Djalme» são nomes retirados de pessoas reais. «A Dama Singular» é dedicado a uma mulher determinante na literatura portuguesa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332157927690,"sku":"2026-MDT-LVR-227","price":14.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896414276.webp?v=1767100677"},{"product_id":"bastardia","title":"Bastardia","description":"\u003cp\u003e«Moisés sentia a estranha comoção que transtornava os tios. Na cozinha, as mulheres retomavam o silêncio com que, a princípio, o tinham recebido. E as conversas na cavalariça, sendo os dias tão curtos, resultavam mais apressadas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePouco conseguia que os fregueses falassem sobre o mar. No entanto, ele já se acostumara a servir-se dos próprios pensamentos. Imaginava o dia do encontro com aquele grande azul que se estendia, semelhante a um prado que florisse. A obsessão tomara conta dele como alguém que o tivesse sequestrado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTudo o que via e ouvia era filtrado, enquadrado na sua perspectiva. Confiava em que os tios o levariam, tarde ou cedo, à Vieira. Não pensava que, com aquela espécie de trabalho, não desfrutavam dos prazeres do verão, quando abundavam os pedidos de cavalos e de carros abertos.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332166807818,"sku":"2026-MDT-LVR-51","price":11.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727088348.webp?v=1767101193"},{"product_id":"fascinacao","title":"Fascinação","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«Deus impedia o encontro dos irmãos que, a suceder, os amantizaria.\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cspan\u003eEstavam às vezes próximos, tão próximos nas suas correrias pelos bosques que os seus cavalos se empinavam e riscavam com as patas da frente no vazio. E digo bem: vazio. Pois o Senhor mandava a sua legião dos anjos rarefazer os ares com as suas asas, tornando o sítio terra de ninguém. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eÀs vezes, a mais grossa escuridão caía entre eles e, no entanto, era meio-dia. Muito à distância, a Dama Pé-de-Cabra esticava os negros beiços e uivava. Porém, não conseguia competir.»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332234375434,"sku":"2026-MDT-LVR-102","price":11.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789727088041.webp?v=1767101365"},{"product_id":"o-inventor-de-vendavais","title":"O inventor de vendavais","description":"\u003cp\u003e\u003cspan\u003e«O vulto era uma árvore. Mas uma árvore muito especial. Era uma árvore negra, muito negra, escura, dura e fria como ferro. Mas havia uns bocados em que o negro tinha saído, como que raspado por alguns arranhões. Podia ver-se que existia dentro dela um brilho extraordinário, uma luz de ouro muito agitada, que fazia o som de uma coisa a ferver. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eDevia ser uma luz muito poderosa, com a sua cor tão forte que, por vezes, se tornava vermelha. Mas, como quer que fosse, ela não estava nada feliz. Batia contra o tronco e os dedos tinham um barulho de metal.»\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332240863498,"sku":"2026-MDT-LVR-155","price":13.0,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/Captura-de-ecra-2021-11-19-as-4.43.09-PM.webp?v=1767101545"},{"product_id":"a-luz-de-newton","title":"A luz de Newton","description":"\u003cp\u003e«O Vermelho fechou o livro com violência. E encarou severamente o Amarelo. As outras cores, em volta, suspiraram. Adivinhava?se um momento desconfortável. Direi mais: um momento de tensão. Direi mais: um momento de combate.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO Amarelinho tentou cruzar as pernas para tornar a posição mais consistente, mas não tinha joelhos para dobrar. As cores olhavam para o Vermelho, à espera. Ele fora eleito para as representar. E o Vermelho estava mesmo muito vermelho sob o efeito da cólera:- Estamos à espera de uma explicação.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- Explicação… — repetiu o Amarelinho, para fazer tempo. — Explicação de quê?\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs cores pigarrearam e mexeram-se. Começaram até a segredar. Mas o Vermelho impôs a sua autoridade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- Não te faças de parvo. Sabes bem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTirou de um saco um livro muito fino e exibiu?o a todos, como vira fazer num filme com uma prova em tribunal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e- A Luz de Newton, primeira edição. As sete cores do arco?íris: somos nós.\u003cbr\u003e- Sim, somos todas nós — disse Liliana.\u003cbr\u003e- E ocupamos — afirmou o Verde — praticamente o mesmo espaço cada uma.»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSeria bom que o Prémio Camões, que em 2015 lhe foi atribuído, contribuísse para chamar a atenção para a obra de Hélia Correia, autora avessa a holofotes e uma das grandes vozes da literatura portuguesa contemporânea.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eHélia Correia (1949)\u003cspan\u003e \u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003cspan\u003eé uma escritora portuguesa contemporânea. Licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Relógio D'Água","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":52332247712010,"sku":"2026-MDT-LVR-19","price":15.5,"currency_code":"EUR","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/files\/9789896415747.webp?v=1767101618"}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/0735\/2729\/6266\/collections\/OIP_1c3b9271-adfd-4e11-ac88-30c64c92af86.webp?v=1767106949","url":"https:\/\/www.malditalivraria.com\/collections\/helia-correia.oembed","provider":"Maldita Livraria","version":"1.0","type":"link"}