Helia Correia
Hélia Correia nasceu em Lisboa. Licenciada em Filologia Românica, foi professora do ensino secundário. Poetisa e dramaturga, foi enquanto ficcionista que Hélia Correia se revelou como um dos nomes mais importantes e originais surgidos durante a década de oitenta, ao publicar, em 1981, O Separar das Águas. Seguiram-se romances como Montedemo, Casa Eterna (Prémio Máxima de Literatura, 2000), Insânia, Bastardia (Prémio Máxima de Literatura, 2006), Adoecer (Prémio Fundação Inês de Castro, 2010) e Um Bailarino na Batalha (Grande Prémio de Romance e Novela APE/(DGLAB, 2018).
Na poesia, tem uma vasta colaboração em antologias e jornais e publicou obras como A Pequena Morte/Esse Eterno Canto (em díptico com Jaime Rocha), Apodera-te de Mim, A Terceira Miséria (Prémio de Poesia PEN Clube, 2012, e Prémio Correntes d’Escritas, 2013) e Acidentes (Prémio de Poesia PEN Clube, 2021).
A sua escrita para teatro tem privilegiado os clássicos gregos. Destaca-se Perdição, Exercício sobre Antígona, O Rancor, Exercício sobre Helena e Desmesura, Exercício com Medeia.
Para a infância, salienta-se os livros da colecção Mopsos, o Pequeno Grego, Ouro de Delfos e A Coroa de Olímpia. Destaque também para as suas versões das obras de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão — Versão Infantil e A Ilha Encantada — Versão Infantil de A Tempestade, e ainda para A Chegada de Twainy (2011) e A Luz de Newton (2015).
Entre os vários prémios que recebeu, destaca-se o Prémio Camões (2015).