A realidade agora a cores
A realidade agora a cores
1ª edição.
Missão literária: desmontar Portugal (e o mundo, já agora) com um sorriso. O livro estabelece um diálogo entre a ficção e o ensaio, a crónica e o absurdo.
"Rui Zink já nos habitou à sua mordacidade, que aqui explode em muitas ousadias. No tratamento paródico de alguns problemas sociais sérios (os ciganos, o tráfico de órgãos, o Casal Ventoso), que acaba a funcionar como crítica irónica. Mas principalmente nos usos da linguagem, que vai da invenção de novos termos («sacavanear») a «pastiches» de jargões vários.
O jornalístico, como em «Penúltima hora», onde a notícia sobre uma bomba num restaurante dá lugar ao vocabulário da crítica culinária, um excurso de propaganda ao menu e ao local, para regressar ao evento trágico; o do literário, como a escrita de Eça de Queiroz, em «Capítulo inédito», apresentado como uma recém-descoberta primeira versão de um excerto de Os Maias, anterior ainda à polémica Tragédia da Rua das Flores. No mínimo, muito divertido." Helena Barbas, Expresso, 21 Novembro 1998
Rui Zink, nascido em Lisboa em 1961, é uma das vozes mais singulares da literatura portuguesa contemporânea. Escritor, professor e provocador intelectual, construiu uma obra marcada pela ironia, pela crítica social e pela capacidade rara de transformar o quotidiano em absurdo revelador.
Em livros como O Destino Turístico, A Instalação do medo ou Hotel Lusitano, explora a tensão entre fantasia e realidade: o humor como uma forma aguda de pensamento.
Não foi possível carregar a disponibilidade de recolha
