Confissões de uma máscara
Confissões de uma máscara
2009, 1ª edição, como só a Assírio & Alvim sabia fazer.
Folheando-o diria que nunca foi lido.
Passemos sobre a apoteose espectacular da mise-en-scène que é a vida de Mishima, da mesma forma que passaremos sobre o abundante material fotográfico de si próprio, que nos legou, como parte de uma obra que aspirava a reunir espírito e carne, alma e corpo, nesse «esboço do nada» que era para ele a Morte, e que aparece evocado nos parágrafos finais da tetralogia O Mar da Fertilidade.
Se algumas palavras urgem, ao romper as páginas destas dilacerantes «Confissões…», elas têm que ver como carácter único deste livro, quer no conjunto da obra de Mishima, quer no cotejo, inevitável, que o leitor será tentado a estabelecer com páginas autobiográficas que marcam a nossa cultura ocidental, de Rousseau a Gide.
Mishima, Escritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com o a sua morte, em público, por seppuku. Foi o mais importante estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu. Manteve, até ao fim, uma total intransigência e obsessão pela unidade entre beleza, erotismo e morte.
«Vocabulário luxuoso, metáforas decadentes, que fundem estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos»
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