Dádiva divina
Dádiva divina
O percurso de Samuel Espinosa, um detective nova-iorquino residente em Nova Iorque que, segundo o autor, é uma homenagem ao filósofo homónimo, neto de portugueses e residente na maior parte do tempo em Amesterdão para onde o seu avô teve que emigrar devido à expulsão dos judeus em Portugal.
Como bom nova-iorquino, acrescentou, Samuel Espinosa "não acredita em nada, encontrando-se, curiosamente à procura de Jesus embora sem o saber", acrescentou.
(…) vou continuar embrenhado nesta aventura viajante de sabor policial, com detective e tudo, temperada (e não destemperada, como às vezes é marca do autor na TV) pela peculiar a sóbria ironia de Rui Zink, onde o gracejo popular coexiste com as alusões cultas sem exibicionismo. Humor subtil, que marca ou entrecorta uma intriga de espiritualidade (paródica), amor e outros enigmas.
Rui Zink, nascido em Lisboa em 1961, é uma das vozes mais singulares da literatura portuguesa contemporânea. Escritor, professor e provocador intelectual, construiu uma obra marcada pela ironia, pela crítica social e pela capacidade rara de transformar o quotidiano em absurdo revelador.
Em livros como O Destino Turístico, A Instalação do medo ou Hotel Lusitano, explora a tensão entre fantasia e realidade: o humor como uma forma aguda de pensamento.
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