O tumulto das ondas
O tumulto das ondas
Japão. Uma aldeia piscatória. Remota. O primeiro amor. Shinji, um jovem pescador. Hatsue, a filha do homem mais rico da aldeia. Shinji vê-a na praia. Apaixonam-se.
Há na literatura várias versões de o "O primeiro amor". Vale a pena ler vários. Por exmplo, o do Tugeneev e, depois, o do Mishima. Ambos primeiros. Amores.
Escritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com a sua morte, por seppuku.
Mishima foi o mais importantes estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu.
Vocabulário luxuoso, metáforas decadentes. Incandescente, funde estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos. Deixa-nos uma intransigência: beleza, erotismo e morte são apenas uma.
Este, como o "Confissão impúdica" (Tanizaki, esgotado), ardeu-me nas mãos até às lágrimas.
Mishima, Escritor, dramaturgo, modelo, mestre de artes marciais e líder de um golpe de estado falhado que terminou com o a sua morte, em público, por seppuku. Foi o mais importante estilista da língua japonesa do pós-guerra. Nomeado para o Prémio Nobel da Literatura cinco vezes na década de 1960. Nunca o recebeu. Manteve, até ao fim, uma total intransigência e obsessão pela unidade entre beleza, erotismo e morte.
«Vocabulário luxuoso, metáforas decadentes, que fundem estilos literários japoneses tradicionais e ocidentais modernos»
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